No dia seguinte, bem cedinho, Guminha acordou o Boca e logo estavam na casa do Eiras para todos juntos irem à piscina. Dos três, só o amigo sabia nadar e ele contava com ele para ajudá-lo a driblar o medo.
-As meninas sabem nadar e eu não...acho que nem vou mais! - disse o Guminha.
-Mas elas não nasceram sabendo - ponderou Eiras, meio que rindo do vacilo do amigo. - Vamos, eu te ajudo!
Era nessas horas que percebiam como eram próximos. O Eiras podia bem aproveitar disso e querer aparecer para as novas amigas, se mostrar melhor, mas ele não era assim. Era amigo, de verdade.
Chegando no clube, o Guminha apresentou o irmão e o amigo para a Cacau e a Fefa e eles puderam confirmar que elas eram muito bacanas mesmo, do jeitinho que o Guminha contou.
Quando a gente se diverte o tempo ganha qualquer corrida e passa muito rapidão! Naquele dia de Sol, os cinco brincaram de quase todas as brincadeiras possíveis: corriam e davam bombinha para molhar todo mundo, brincavam de plantar bananeira dentro da água, faziam estrela e passavam por baixo das mãos dadas uns dos outros, fizeram castelo no fundo da piscina, eram enfim leves e livres naquela água azul, como o coração da gente tem que ser sempre!
Foram embora todos juntos, depois de devorar coxinha com refri na lanchonete ao lado da piscina, rindo de seus dedos enrugados e de seus olhos vermelhos de cloro. Naquelas ruas, a amizade ia deixando rastro.



