terça-feira, 29 de outubro de 2013

Guminha e Boca em: "Por qual caminho seguir?"

-Vamos por esse caminho, Boca. A gente chega em casa mais rápido.
Sem questionar o Guminha, o menino seguiu aquela orientação e desde então, de fato, chegavam em casa uns dez minutos mais cedo, todos os dias.
Chegavam feito furacão, claro. Mochila pra um lado, tênis para o outro e o Guminha corria ligar a TV. Uma tarde o Boca começou a se questionar da razão de tudo aquilo. Aquela pressa desnecessária e tudo para ver algo que nem valia tanto a correria...
-Guminha, amanhã quero nosso caminho velho de volta. Eu não sei por que correr tanto para ficar sentado na frente da TV depois. Se você não quiser, eu volto sozinho.
Guminha percebeu que o irmão não estava bravo, nem triste, mas estava muito firme na sua decisão.
No dia seguinte, voltaram pelo caminho escolhido pelo Boca. O caminho velho era mais longo e infinitamente mais legal: passaram pelo campinho, jogaram um futebol maroto, viram a tia do geladinho e até uma menina bonita que tinha mudado ali perto e eles nem sabiam..
Então o Guminha percebeu que às vezes deixamos de fazer uma coisa que nos faz feliz, que nos completa, por uma coisa que não tem muita importância, por um caminho mais curto.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Guminha em : "Não precisa explicar"

Muitos  e muitos dias passaram sem que o Eiras visse o Guminha e o Boca.
Por muitos dias ele se perguntou se ele teria feito algo de ruim para os irmãos e provocado seu afastamento. Pensou e repensou e não achou nada de errado que pudesse ocasionar uma coisa tão séria.
Às vezes ele tinha vontade de ir lá, bater na porta, chamar por eles. Via as luzes acesas nas noites escuras e frias e se sentia só.
O inverno passou, os dias agora eram mais compridos e o Sol enchia a vida de cor. Ainda pensava nas razões de tudo aquilo, quando numa noite depois do jantar escutou um assobio conhecido, seguido de um grito:
- Aeeeee Eiras, sai pra gente brincar! Pega o skate!!!
Depois do susto de um grito tão querido no portão, já não haviam dúvidas e nem porquês. Eram amigos e tempo nenhum separaria esse tipo de amizade. Sem razões e sem cobranças, Eiras saiu, bateu o portão e foi rir lá fora.
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