terça-feira, 9 de junho de 2015

Guminha em: A vida tem trilha sonora!

O quarto da bagunça da casa do Guminha sempre escondeu tesouros incríveis! A própria mãe, dona Maria, se entusiasmava ao reencontrar coisinhas que havia guardado e não se recordava mais. Dia desses o Guminha encontrou um coisa que nunca havia visto ou ouvido falar na vida: um objeto preto, com um fone de ouvido bem grande, com botões grandes e barulhentos. Analisou o objeto com incerteza e curiosidade: não havia nenhuma tela e nenhum indício de ser touch screen. O nome ali gravado nada lhe dizia: WALKMAN. De tanto fuçar aqui e ali, ele destravou uma alavanca e abriu o tal walkman. Lá dentro havia um retângulo acrílico transparente, com uma fita dentro, numa cor entre o preto e o marrom.
Achou melhor tentar fechar novamente, se estava guardada a mãe devia valorizar aquilo. Na procura de algum botão para travar tudo, do nada um estranho barulho começou assim que um dos botões foi acionado. Vestiu o fone e percebeu que o tal barulho era música!
Feliz com a descoberta, embora não conhecesse a música que ali tocava, saiu pela rua, feliz com seu "novo" brinquedo. Enquanto ele caminhava, sem notar, começou a gingar ao invés de caminhar. A vida era um palco e tinha trilha sonora! A impressão que o menino tinha era de que todas as pessoas dançavam também, como num grande videoclipe sem ensaios. De vez em quando a música parava, vozes de locutores de rádios que nem mais existiam berravam alegremente atrações e algumas músicas estavam misturadas, gravadas uma por cima das outras. A cada pedacinho de fita que rolava, novas emoções e descobertas. Que mágica é essa?
Magia! Só podia ser essa a palavra para descrever tantas sensações bacanas: cores e sons misturados, um monte de memórias da mãe ali gravadas. Agora tinha lembrado o nome do retângulo que ia dentro do walkman, era fita cassete!
Lembrou da mãe contando que ligavam na rádio e pediam músicas e o locutor era bonzinho e não falava no começo da música para não estragar tudo, das fitas gravadas com as amigas e das feitas com carinho para o então namorado, o pai do Guminha. E de tantas histórias e pedaços de música que ele reconhecia de ouvir a mãe cantarolar ou de ouvirem em viagens de carro. Ouviu os dois lados da fita. E então ouviu novamente. Era um mundo novo e ao mesmo tempo uma viagem no passado. Com os sons da história da mãe e do pai, histórias de risos compartilhados...
Sua história contada em música.

O desenho super especial que ilustra a história de hoje foi produzido pela Ana Beatriz!
Valeu, Ana!!!


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