Era dia de fazer trabalho em grupo, de juntar todo mundo em casa e produzir cartazes sobre o Dia Nacional do Livro. O Eiras e a Lili vieram juntos, o Garfo chegou mastigando e a Fefa e Cacau (que nem eram da escola dos meninos) apareceram também, para ajudarem, atrapalharem e brincarem todos juntos depois, como acontece sempre que pessoas bacanas se encontram. O Boca apesar de ser de outra turma, ajudaria também.
Todos juntos começaram a definir as tarefas, o que cada um deveria fazer para o trabalho ficar digno de orgulho de todos eles. Ao Guminha coube fazer a margem.
-Não dá, eu erro.
-Como assim, erra? - questionou a Lili.
-Erro, faço torto, borro, quando estou quase terminando uma batida na mesa e eu perco tudo. Não quero, vou fazer outra coisa.
-Vai nada Guminha, vai tentar fazer dar certo. - disse Lili bem firme, já colocando um lápis grafite na mão esquerda do amigo. - Faz com lápis antes, bem fraquinho. Se der errado, você tem a chance de consertar.
- Eu nunca consigo. Eu nunca consegui.
- Pretérito, passado, já foi Guma. Agora é presente e agora você consegue.
Lili foi tão determinada nas suas palavras que o menino nada podia fazer senão acatar o que ela disse.
Só quem errou muita margem de cartaz sabe qual era o sentimento do Guminha. E só quem ouviu de outra pessoa um "você pode" na hora certa conseguiu dizer pra si mesmo "vou conseguir".
Dia 18 de abril é dia Nacional do Livro. A turma do Guminha fará doação de livros de uma maneira muito bacana e você pode participar também: escolha um livro bem legal, em bom estado e nele escreva uma dedicatória, explicando que o livro é um presente para um desconhecido. Então deixe seu livro por aí: no ponto de ônibus que você costuma usar, na estação de trem da sua faculdade, na mesa do restaurante onde você almoça correndo entre um período e outro. Leitura alimenta a alma!

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