terça-feira, 27 de março de 2018

Guminha em : tudo ao mesmo tempo agora

Era um daqueles finais de semana perfeitos: Guminha, Boca, Dona Maria e mais um monte de amigos foram para a praia. Por mais que a gente saiba que o marzão sempre está lá, quando sabemos que vamos encontrá-lo dá aquela emoção misturada com ansiedade, que só passa depois do beijo da primeira onda...nesses finais de semana, a gente só dorme de exaustão, nem que seja como o Luquinha, que não aguentou esperar chegar em casa e dormiu com o prato de travesseiro na pizzaria, ou como o Nickolas, que lutou contra o sono até ser nocauteado e dormir gostoso na cama preparada pela avó, que apesar do nobre título, era uma meninona com sorriso aberto e olhos apertados de enxergar a vida longe.
Naquele final de semana teve futebol na areia, um monte de açaí, refrigerante fora de hora, a estreia de uma prancha novinha para pegar jacaré e muitas risadas. Teve música e teve silêncio também, que é quando a gente para e ouve só o coração batendo com o oceano.
Teve jogo de Uno e até truco. Teve noite estrelada e céu sem nuvens. Teve homem grandão de barba na cara brincando mais que menino, no balanço do canto da praia.
Teve a procura de conchas para guardar de lembrança, como se pudessem trazer com eles um tanto daquele final de semana. E teve o Guminha desafiando a si mesmo:
- Eu corro até a ponta da praia em 2 minutos!
- Então vamos cronometrar e ver se você consegue mesmo - disse o Boca.
Era o tipo de frase que aguça a vontade de competir e logo o Guminha saiu em disparada, logo depois do famoso "já"! E ele correu, fazendo vento nos cabelos, correu firme, focado. Luquinha correu com ele em pensamento, e como era menor, ficou ali, perto da contagem do tempo, torcendo pelo amigo...até que o Guminha apareceu lá longe e o Luquinha foi encontrá-lo, para então voltar com ele aquele trecho. Riam enquanto os pés velozes venciam a areia.
Quando chegaram descobriram que o tempo foi maior que o desejado. Uma sombra apareceu nos rostos dos meninos. Estavam desapontados. Foi quando Dona Maria logo lançou um novo desafio:
- Quero só ver quando nós viermos de novo! Certeza que você fará em menos desses dois minutos que você quis fazer hoje. Você é vencedor demais!
Eles se olharam e aceitaram a nova prova. Tinham agora uma meta: voltar, em outro final de semana tão lindo e grandioso e vencer, não a distância ou o tempo, mas a eles mesmos. Brincar era coisa séria.


Esta história é dedicada a todos aqueles que enxergam o melhor da vida e acreditam que perder hoje nos prepara para ganhar amanhã.



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