terça-feira, 20 de março de 2018

Guminha em: Todo Verão tem uma história





Todo Verão tem uma história. Ou várias. Ou várias que formam uma grandona. Não importa. O importante é ter vivido cada uma.
No dia 20 de março, ao chegar na escola, o Guminha percebeu umas folhas pelo chão. Na sala, a professora estava muito calma, colocando músicas inspiradoras para a turma e no lugar de cada um havia sulfite e tintas diversas. Eles deveriam desenhar algo relacionado ao Outono, que começava naquela tarde. Mas o Guminha não se focou na nova estação, mas pensou na que acabava para dar lugar a ela. Pensou no Verão e em tudo que vivera naqueles três meses.
Sentou quietinho, porque o coração pulsava forte demais, fazendo barulho na mente. Não quis conversar com ninguém, somente com seu coração. Pensou nos últimos dias de aula e nos amigos que deixou na outra turma. Pensou na correria que foi ir com a mãe para as lojas comprar os presentes de Natal e na ceia maravilhosa que tiveram na casa da avó. Pensou na viagem com a família no Ano Novo, todos juntos em contagem regressiva esperando o Ano Novo chegar. E ele chegou, em meio a abraços, gritos de alegria e fogos de artifício na beira da praia.
Pensou nos dias ali, entre ondas e amigos novos, debaixo do Sol quente e céu azul. Pensou na viagem à casa da tia Raquel, que tem cara de menina e jeito de fadinha verde, onde nem queria sair, só para ficarem conversando deitado no travesseiro de nuvem que ela costurou. Pensou nos dias ali com a mãe, a tia e o irmão, de não fazer nada e curtir muito. O Boca era seu grande amigo e naqueles dias de janeiro pareciam mais ligados que nunca. Pensou no padrinho, que tinha combinado de ir visitar mas não rolou, pois ele estava trabalhando muito e teriam que esperar outros dias para andarem de bicicleta na ladeira da rua dele.
Pensou na escola e nos primeiros dias na nova turma, o material pesando na bolsa e os sonhos leves na alma. Na menina que conheceu brincando de espuminha no Carnaval. Na chuva forte que caiu numa tarde quente e nas brincadeiras na enxurrada. Pensou nos dias que correram rapidinho e nas noites em que saíram para tomar sorvete na praça. Pensou que independente da estação, o coração dele era sempre Sol.

Um comentário:

  1. Lindo, demais! Que venham muitos, muitosssss dias assim, para serem lembrados sempre! S2

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