***No capítulo anterior a gente soube que era um dia especial para a família do Guminha: dia de jogo e jogo decisivo! Acompanhamos a manhã e o almoço dos meninos até a chegada do Jorge para a sobremesa e a surpresa: iriam todos ao estádio!***
Guminha e Boca se ajeitaram no banco de trás. Até a avó ia, mas num outro carro. Naquele estavam os meninos, o Jorge, o Marcelo ( que é irmão do Jorge, portanto tio dos meninos) e o Tuco, da sala do Guminha. Iam os pequenos atrás, olhando tudo, querendo comer o caminho para chegar mais rápido ao estádio. Viam pessoas felizes, andando em direção ao jogo, gritos soltos no ar, rojões que não paravam de estourar. Se fizessem força, talvez conseguissem agarrar aquela vibração toda. Era como se todas aquelas pessoas fossem amigas desde muito tempo e aquele momento fosse mágico. Era mágico. Dentro do coraçãozinho deles batia forte a certeza que nunca se esqueceriam dos detalhes: do tio sintonizando a estação de rádio certa para ouvir a escalação do time, dos bares lotados de homens- meninos, das bandeiras grandonas enfeitando tudo. Era uma festa enorme e eles eram convidados. Eles também faziam parte daquela alegria. Eles também eram daquela corrente.
O Jorge estava trêmulo, abraçado ao irmão. Era um momento único e seus filhos estavam com ele. Esta seria uma história para contarem em muitas festas da família. Essa era uma história para guardar no coração.
- Vamos, nossa entrada é por aqui.
Quando entraram no estádio, eles entenderam tudo. Nesse dia o Guminha teve a primeira percepção que o mundo era muito mais que sua casa, sua escola, seu bairro. Haviam outras pessoas e muitas delas eram felizes como ele e estavam ali, brincando e rindo juntos. O mundo do Guminha cresceu naquele dia.
***A bola vai rolar e pra qual lado vai ser você descobre no post de amanhã!***

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